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Minha Introdução ao Legal Analytics

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Angela Tolosa, autora deste artigo, é amiga e colaboradora eventual em projetos da Legal Insights.

Por que resolvi explorar a análise de dados.

Durante o curso de Direito percorri um caminho comum a grande parte dos meus colegas de faculdade: estagiei em diversos escritórios de advocacia e em órgãos públicos, principalmente na área cível. Essas experiências iniciais, apesar de muito proveitosas, me revelaram como o Judiciário é lento, burocrático e cheio de formalidades desnecessárias. Já formada continuei advogando na área cível e me capacitei em conciliação e mediação.

Por mais que estivesse animada com o início da minha carreira e com as diversas experiências vividas até ali, acreditava que havia algo de errado com esse sistema jurídico travado e impositivo.

Em busca de uma solução alternativa para tantas demandas judiciais em curso e sabendo como os processos são “tocados” por aí, a conciliação e a mediação sempre me pareceram uma nova forma, inteligente e eficaz, de satisfazer rapidamente as expectativas das partes, além de reduzir os custos envolvidos no processo como um todo.

No entanto, mesmo atuando como conciliadora em Juizados Especiais Cíveis e participando de forma ativa na transformação daquele pequeno mundo de processos, me faltavam provas concretas de que a conciliação e mediação eram, de fato, soluções oportunas para as empresas. Explico: se realizar acordos realmente representasse o tal “ganha-ganha” que tanto se fala nos CEJUSCs, por que as empresas levam tantos casos adiante? Afinal, essa imposição de se adotar a conciliação/mediação como uma solução alternativa para os conflitos, que ganhou ainda mais força com o novo Código de Processo Civil, na prática funciona para ambas as partes?

Com essas perguntas em mente procurei ajuda. Fui apresentada a um escritório de advocacia, por meio do qual conheci uma associação atuante na área. Compartilhei com eles meus questionamentos sob a ótica de uma conciliadora, não só de uma advogada.

“Se realizar acordos realmente representasse o tal “ganha-ganha” que tanto se fala nos CEJUSCs, por que as empresas levam tantos casos adiante?”

Fui levada a uma de suas associadas – uma grande empresa de planos de saúde – onde expus meu interesse de encontrar uma resposta para as perguntas referidas acima. Depois de algumas conversas, propus analisar voluntariamente dados de alguns de seus processos para compreender o impacto que os acordos poderiam gerar na companhia.

Por onde comecei.

A princípio, a ideia era validar a hipótese (bem ampla): “é interessante para a empresa adotar meios alternativos de solução de conflitos?”.

Como a grande maioria das companhias atuantes no segmento de planos de saúde, a empresa interessada no projeto tinha uma carteira expressiva de processos cíveis e, por isso, escolhi determinada região para estudar os casos existentes e reduzir a análise que pretendia realizar.

“É interessante para as empresas adotar meios alternativos de solução de conflitos?”

Desde o início percebi que seria inviável tentar estudar todas as demandas – o trabalho acabaria demorando demais. Além disso, como grande parte dos advogados do país, meu conhecimento sobre as novas ferramentas tecnológicas, que poderiam ajudar na minha busca, era muito limitado.

Apesar de me interessar muito pela análise de dados como meio de encontrar respostas no âmbito jurídico, minhas habilidades com a tecnologia eram as mais tradicionais: Google, Excel e olhe lá.

Assim, analisei 52 processos em que a empresa estudada figurava como ré.

Parte um: a coleta dos dados.

A primeira etapa do projeto consistia em tentar entender os padrões de resposta da empresa, principalmente os relacionados aos assuntos mais recorrentes nas ações ajuizadas. Depois disso, elaborei um formulário para reunir todas as informações que julguei relevantes e para organizar os dados extraídos.

O site que usei para criar o formulário tinha uma funcionalidade de gráficos que, apesar de não ser ideal ou completa, me ajudou a demonstrar objetivamente meus raciocínios.

Fiz diversas perguntas sobre as partes, os pedidos e o andamento processual, sendo certo que as respectivas respostas oportunizaram conclusões importantes para o trabalho:

Dados coletados e respostas que buscava com eles.

Abri cada processo e coletei as informações uma a uma. De fato, essa fase do projeto foi demorada e exaustiva, mas como estava trabalhando sozinha e começando a conhecer o mundo do legal analytics, não havia caminho fácil. 

Os dados coletados foram surpreendentes e, ainda que se trate de uma análise pequena de processos judiciais, foi possível mapear alguns padrões de comportamento da empresa estudada e produzir indicadores úteis na tomada de decisões estratégicas, não apenas para o Jurídico, mas também para as diversas áreas da empresa.

Parte 2: o que os dados diziam.

A maioria dos processos judiciais analisados tratava de assuntos semelhantes. Os três motivos mais recorrentes para o ajuizamento de ações eram:

1. Manutenção do plano de saúde empresarial; 2. Custeio de medicação; 3. Custeio de cirurgia; 4. Outros.

Mais adiante, veremos que assuntos semelhantes tendem a ter desfechos semelhantes. Tal conclusão poderia ter um impacto significativo na forma como a empresa lida com seus processos: ao detectarmos que alguns poucos pedidos representam um volume expressivo da base e que eles tendem a ter desfechos muito parecidos, com pouco espaço para “manobras” jurídicas, será que vale a pena tocar esses processos até o fim?

Analisando separadamente cada assunto, notei que mais de um quarto de todos os processos tratava de pedido visando a concessão de um mesmo medicamento. Em todos ele os autores fizeram pedidos de tutela antecipada, sendo concedida a liminar em 100% dos casos. Metade deles foram julgadas antes da conclusão do trabalho, sendo que todas as sentenças tiveram o mesmo desfecho: a tutela antecipada concedida foi mantida, mas os pedidos de dano moral foram julgados improcedentes.

Perto de 60% dos casos analisados envolviam pedido de manutenção do plano de saúde contratado nas mesmas condições do concedido pela empresa onde o(a) autor(a) trabalhava. Em relação a este tema, tomei o cuidado de levar em consideração diversas variáveis relevantes, como, por exemplo: se o plano se estendia a dependentes ou não, o valor pago pela empresa, a idade dos autores e se havia algum segurado que estava em tratamento. O objetivo era compreender se alguma dessas variáveis alterava o modo como o Judiciário enxergava cada caso. Devido à pequena amostra estudada, não foi possível encontrar tendências nesse sentido.

Ainda assim, vale ressaltar que, em 90.3% dos casos, o plano se estendia aos dependentes do autor e não foram apontadas doenças para justificar os pedidos principais ou de tutela antecipada. A liminar, pedida em todos os processos, foi concedida em dois terços dos casos analisados. 58% Das demandas foram sentenciadas antes da conclusão do trabalho, sendo 83.3% procedentes.

Após verificar cada assunto separadamente, parti para uma análise geral do fluxo de decisões dos processos. A concessão de liminar parece, em primeira análise, um forte indicador de que a sentença será favorável. Mas será que realmente é? Dos processos analisados, 92,3% tinham pedido de tutela antecipada e em 75% deles ela foi concedida. Destes, levando em conta apenas os casos sentenciados até o final do trabalho, 55.6% foram julgados procedentes, 33.3% parcialmente procedentes e 11.1% improcedentes.

A concessão de liminar não foi indicativo tão forte do resultado final do processo quanto se esperava.

Uma conclusão inesperada: nos casos com sentenças PROCEDENTES, 53.3% tiveram a liminar concedida. Por outro lado, naqueles julgados IMPROCEDENTES, a liminar foi concedida em 66.7% das vezes. Parece contraintuitivo, mas é exatamente o tipo de aprendizado que eu esperava desse trabalho: algo que desafiasse o senso comum. Tal situação poderia levar a crer que valeria a pena para a empresa não pôr fim aos processos. Contudo, nos casos em que as liminares foram concedidas e os pedidos julgados improcedentes, será que o gasto total com o processo já não tornaria mais vantajosa a busca pelo seu encerramento precoce? Estas são questões que a empresa apenas conseguirá responder com uma análise de dados mais profunda, mas que, sem sombra de dúvida, me parece fundamental.

Casos com tutela antecipada concedida e sentença PROCEDENTE.

Tutela antecipada concedida e sentença IMPROCEDENTE.

A empresa estudada interpôs Agravo de Instrumento em 73,6% dos casos cabíveis. Nos demais casos os agravos foram interpostos pelos autores, principalmente quando não concedida a tutela antecipada.

Em todos os casos os autores tiveram êxito em seus agravos. Destino diferente tiveram os recursos da companhia, já que o Tribunal negou provimento a 91,7% dos agravos interpostos.

Os agravos da empresa não foram bem sucedidos na maioria dos casos.

Foram interpostas 21 apelações, sendo 20 delas interpostas pela ré. Até a conclusão do estudo apenas 2 recursos haviam sido julgados – ambos improcedentes – não sendo possível tirar qualquer conclusão minimamente segura.

Os aprendizados e a conclusão.

No final do projeto, a hipótese que pretendia validar não teve uma resposta definitiva. “É interessante para a empresa adotar meios alternativos de solução de conflitos?”. Uma resposta segura dependeria de uma análise mais profunda, envolvendo tanto os dados internos da empresa (estratégias, riscos, custos, etc.) quanto os dados dos processos e dos tribunais em si. Mas, com este estudo foi possível, sim, tirar importantes aprendizados:

Em primeiro lugar: a empresa estudada vem gastando com a estrutura de escritórios de advocacia e com a interposição de recursos, que, na sua maioria, não alteram os resultados inicialmente previstos. Inclusive, algumas das liminares concedidas no curso do processo satisfazem o pedido da parte integralmente, de sorte que a empresa ré já teve um gasto logo no início da ação. Ou seja, não consigo concluir que a adoção da conciliação/mediação como resolução alternativa de conflitos seja, de fato, a mais “barata” para a empresa, mas, com certeza, mais custoso que manter a estratégia atual não é.

Em segundo lugar: conhecer bem os processos do passado é fundamental para estabelecer estratégias de redução de custos no futuro. É bem verdade que durante o projeto, por muitas vezes, me perguntei se determinada informação era relevante para a elaboração do trabalho e para a empresa. E um dos maiores aprendizados, que ultrapassou a simples validação da minha hipótese, foi de que todo dado é relevante, ainda que não se compreenda a sua importância ao longo do processo ou que ao final se verifique que tal informação não era crucial para o trabalho. Acredite, saber que o dado existe é melhor do que ignorá-lo.

Em terceiro lugar: registrar corretamente todos os dados que se pretende obter é uma tarefa árdua e nada encantadora, mas absolutamente necessária. Qualquer registro não padronizado, ou mesmo erro de digitação, poderia desviar completamente as conclusões tiradas.

Certamente, com as ferramentas adequadas para a coleta e a análise de dados, poderia ter estudado uma base muito maior de processos, o que teria me garantido conclusões, se não diferentes, mais robustas.

Acredito que a tecnologia disponível atualmente pode transformar o antigo mundo jurídico das várias planilhas incomunicáveis entre si em uma área que, além de conhecer e gerir melhor as demandas judiciais em trâmite, sabe, também, como reduzir custos de forma mais eficaz.

Depois de finalizado o projeto, para minha surpresa, pude apresentá-lo para a área de ouvidoria da empresa. Fiquei surpresa, porque na minha cabeça (até então) se falamos de processos judiciais, falamos com o Jurídico.

Nesse dia percebi que informação relevante para a empresa é também relevante para todos que nela trabalham, que o dado é “multidisciplinar” e não pertence ao Jurídico, à Ouvidoria ou ao Financeiro, o que acompanha essa nova era de empresas que procuram conectar as suas diferentes áreas.

5 KPIS Contencioso

5 KPIs para Gestão do Contencioso

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Aqui na Legal Insights, empresa especializada em KPIs para Gestão do Contencioso, nós temos uma abordagem de trabalho consultiva que nos permite criar novas visões e novos indicadores durante todo o nosso relacionamento com os clientes, sempre sem gerar custos adicionais, o famoso “extra-escopo”. 

Entendemos que utilizar dados para tomada de decisão é uma jornada dinâmica e cheia de mudanças no meio do caminho, e para não engessar todo o potencial de resultado de nossos clientes decidimos adotar esta abordagem que permite criarmos diversas melhorias sem custos não previstos nos contratos. 

Portanto, com esta abordagem, ao longo de mais de dois anos de estrada já entregamos mais de 862 melhorias e novas visões, isso significa mais de 1300 horas de trabalho, entendendo a solicitação do cliente, arquitetando a melhor solução e desenvolvendo os indicadores chave para cada realidade. 

Com base em todo esse conhecimento acumulado, decidimos elencar aqui 5 indicadores chave que acreditamos que todo o gestor jurídico de contencioso deve acompanhar e gerenciar.

Esta lista não é exaustiva, mas sim um resumo dos KPIs para gestão do contencioso que acreditamos ser essenciais: 

1 – Tendência do Saldo ou “Estoque” dos Processos

Quando falamos em processos judiciais, o indicador mais básico é a quantidade de processos ativos. Mas apenas saber quantos processos ativos temos no momento não revela nenhum insight. Portanto é crucial ter ideia da evolução deste número ao longo do tempo.

Pense na seguinte situação, os executivos da empresa eventualmente perguntam: “Quantos processos trabalhistas nós temos atualmente?” Independentemente da resposta, a próxima pergunta na maioria das vezes é: “Mas está diminuindo ou aumentando?”.

Sendo assim é de suma importância guardar o histórico dos processos que estavam abertos no passado, mas a grande maioria dos softwares não possuem a capacidade, e a saída acaba sendo a criação de diversas planilhas de histórico. 

Estas planilhas “quebram o galho” mas também causam algumas limitações, por exemplo: Dificilmente é possível saber, além da quantidade, de quais regiões, tipos de demanda e etc. eram os processos que estavam abertos, digamos em Janeiro de 2017.

Portanto, por mais que a “Quantidade de processos em abertos” possa parecer um indicador bem simples, para extrairmos valor desta informação temos que compara-la ao longo do tempo, e isso já não é tão fácil. 

Aqui na Legal Insights criamos diversas técnicas para aprimorar o uso deste indicador, tanto de higienização da base (preenchimento das datas de Distribuição e Encerramento), quanto para identificar quais processos “estavam” abertos em um determinado momento e poder visualizar as tendências de saldo ao logo do tempo, trazendo previsibilidade e mais segurança para a empresa… 

2 – Valores de Risco e/ou Provisão

O segundo indicador que trago aqui na lista é um indicador econômico e financeiro da carteira de contencioso de volume. O valor do risco e/ou valor de contingência do processo.

Entendemos que a provisão contábil seguem regras específicas (Exemplo: CPC25) e que não necessariamente o risco total do processo será provisionado na prática. Mas para fins de facilidade vamos tratar estes dois tipos de valores como “Valor do Risco”. 

Neste caso, existem algumas sofisticações que devem ser feitas também para irmos além do “quanto temos de provisão judicial”, ou “qual é o risco da carteira”. 

O risco flutua ao longo da vida do processo, e a cada etapa significativa pode aumentar ou diminuir. Portanto para uma mensuração do real do “êxito” do processo é comparar o risco inicial com o resultado final do processo. De novo, um indicador que parece simples, se torna complexo quando devemos “guardar” o valor do risco inicial (risco real) e o valor do risco atual ou valor efetivamente pago em uma eventual condenação ou acordo.

Neste caso os departamentos jurídicos que fazem este acompanhamento também acabam depositando suas fichas no acúmulo de planilhas históricas e depois quebram a cabeça para cruza-las e ter análises de savings e custo evitado.

Importante ressaltar que embora existam vários tipos de cálculos de estimativa de risco, a combinação entre o resultado do modelo estatístico e a avaliação feita pelo advogado interno que conhece as nuances da carteira de processos da empresa é imprenscindível para um resultado adequado.  

3 – Taxa de Êxito

Uma vez que a quantidade de processos (estoque) e o seu risco estão devidamente monitorados e controlados, o próximo passo é ter uma visibilidade em relação a taxa de êxito dos processos.

Aqui cabe pontuar que é importante olhar o êxito sobre várias perspectivas e não somente a improcedência (ou procedência nos casos de ações ativas) julgada nas decisões dos juízes.

Normalmente dividimos os casos do contencioso passivo em processos que são defensáveis, ou seja, que a empresa possui grandes chances de êxito no julgamento, e casos que não são defensáveis onde uma estratégia de acordo pode auxiliar na redução do custo e melhoria da imagem da empresa.

Nos casos em que, através de uma avaliação prévia, a empresa decide por oferecer um acordo a parte contrária, vale a pena gerenciara a taxa de êxito na execução do acordo (o acordo foi realizado dentro do esperado?)

Outro êxito que vale a pena monitorar, de acordo com a realidade de cada cliente, é a taxa de reversão em 2ª instância. Neste cenário vale a pena a pena não só avaliar a taxa de reversão, mas também o custo envolvido incluindo eventuais custas e honorários.

Em resumo os indicadores de Taxa de Êxito visam monitorar a performance jurídica do departamento, e devem ser monitorados e gerenciados com a devida importância.  

4 – Recorrência de Processos

Como o trabalho dos gestores jurídicos que gerencia a carteira do contencioso não é só lidar com os processos ativos, mas também ter uma forte atuação no preventivo do contencioso de volume, um dos indicadores chave para melhorar a performance é monitorar a recorrência dos processos.

A análise da recorrência dos processos pode partir de uma perspectiva jurídica (Advogados Contrários, Temas repetitivos e etc.)  ou também de uma perspectiva de negócio (Regionais, Tipos de Produto, Cargos e Funções e etc.).

Um dos pontos chaves de se medir a recorrência é ter uma perspectiva temporal, pois os focos de problema mudam ao longo do tempo.

Exemplo da análise de recorrência é a visualização de processos por advogado de contra parte, mensurado nos últimos 30, 60 e 90 dias. Pois um ofensor que tem muitos processos pode “esconder” um ofensor que irá ter muitos processos no futuro, em uma análise puramente quantitativa (sem levar em conta a tendência).

Aqui vale a pena ressaltar a importância do cadastro e higienização da base de dados para termos uma visão da recorrência, uma vez que podem haver variações nos termos comparativos e também homônimos (em caso de Advogados / Partes Contrárias Ofensoras).

5 – Taxa de Litígio (Suing Rate)

Por fim, mas não menos importante, temos o indicador de Taxa de Litígio, que na minha opinião é um dos mais relevantes indicadores para atuação na redução do contencioso de volume.

Imagine que você decidiu monitorar a recorrência de processos de consumidor, por linha de produtos, demonstrando ao negócio os produtos que mais geram litígio. O problema aqui é que o produto que mais tem processos também é o que mais vende, devido ao seu volume.

Para lidar com esta situação e passar uma visão real ao negócio de quais problemas eles devem focar em mitigar é preciso relativizar o número de processos com o numero de vendas, neste caso criando uma Taxa de Litígio.

A taxa de litígio pode ser criada sobre várias perspectivas, Reclamações Trabalhistas por Volume de Desligamentos, Processos de Consumidor (Falha na entrega) por Entrega Realizada, entre outros.

Aqui a ideia principal é passar ao negócio o real problema a ser resolvido e não necessariamente os casos com maior volume de processos.

Conclusão

Existem vários indicadores que podem ser monitorados para gerar um resultado de impacto na gestão do contencioso de grandes volumes. Aqui resumimos os que acreditamos ser os cinco indicadores mais básicos, que toda empresa deveria monitorar.

Caso tenha alguma sugestão ou crítica, não hesite em nos enviar uma mensagem.

A revolução da inteligência artificial nos processos de negócio e na força de trabalho

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Quando achamos que nada mais poderia nos surpreender vindo do Google, eles nos mostram o contrário. Sundar Pichai, CEO do Google, apresentou na conferência da empresa algumas novas “funcionalidades” de seu assistente pessoal.

Agora ele também pode fazer ligações, e como demonstrado, marcar um corte de cabelo ou tentar reservar uma mesa em um restaurante. Tudo isso sem que a pessoa do outro lado do telefone consiga identificar que está falando com uma máquina.

Logo, surgiram alguns comentários do quão ético seria isso, e o Google teve que prometer que, a partir de agora agora, a assistente irá avisar que se trata de uma máquina ao telefone antes do início de qualquer conversa.

Máquinas no mundo dos homens

Ainda teremos muitos capítulos polêmicos sobre esse assunto. A guerra entre a máquina e o humano começou nos cinemas com filmes como Terminator e Eu, Robô, que mostra a revolução das máquinas através da inteligência artificial se desenvolvendo de uma forma sem precedentes.

Posteriormente, surgiu uma animação para tentar quebrar esse estigma: Operação Big Hero, vivido em um mix de São Francisco e Tóquio, traz a visão dos Japoneses com relação a aplicação da robótica, onde Baymax, inicialmente um Assistente pessoal de saúde, se torna um Super Herói que salva a cidade junto com seu parceiro humano, Hero.

Voltando para o mundo real, existe uma grande discussão sobre os modelos de negócio e preocupação com a geração de empregos em um futuro cada vez mais automatizado, onde a aplicação da inteligência artificial poderá substituir várias posições de trabalho. Pessoas como Bill Gates e Elon Musk são alguns dos envolvidos nesse tema, onde chega a se cogitar uma renda básica universal como uma saída para uma possível crise.

Mas será que realmente, teremos esse cenário?

A Inteligência Artificial no futuro do mercado de trabalho

O que nos espera, um futuro como Terminator, ou um como Operação Big Hero? Cada vez mais vemos profissões sendo totalmente substituídas por automação. Porém, vários especialistas citam esse fenômeno como uma parte dessa revolução, mas não o todo, e não preveem um cenário apocalíptico como em filmes.

A inteligência artificial é vista como um mecanismo para potencializar a performance humana, ou seja, homem e máquina trabalharão em conjunto, cada um com sua especialidade. A base para os algoritmos “aprenderem” é o esforço repetitivo de analisar cenários e informações.

O potencial e a velocidade de aprendizado são enormes. Em um primeiro momento a automação substituiu os processos manuais e rotineiros. O próximo passo, além de somente fazer o esforço repetitivo, é aprender a fazer da melhor forma essa tarefa. E é nesse momento que homem e máquina se complementam, revolucionando os processos tradicionais.

Um com a capacidade de processamento, e outro podendo agora dar foco no que realmente importa, atuando de forma mais criativa, e também ensinando os algoritmos a melhorar suas equações.

Nesse cenário de transformação, algumas empresas estão surgindo ou se reinventando entendendo que o momento não é da substituição de tarefas, e sim de uma transformação de processos, de forma mais inteligente, data driven e suscetível as mudanças.

Resultados reais

Podemos citar casos próximos como o da Legal Insights, LawTech brasileira que possui uma plataforma para auxiliar o gestor jurídico a identificar oportunidades de melhoria, quais são os riscos baseado no perfil do caso e região de tramitação, e também quais são as reais causas raízes dos processos através de Analytics e Big Data.

Segundo Marcos Speca, CEO da Legal Insights, seu principal cliente conseguiu reduzir custos na ordem de 48% com processos trabalhistas utilizando sua plataforma. Outro caso é o da 4mapIT, empresa de gestão de custos e ativos de TI e Telecom: “Nossa plataforma utiliza mecanismos de IA para identificar os serviços contratuais dentro do detalhamento das faturas e padrões de consumo, variações de serviços, entre outros itens, aumentando a assertividade e a cobertura do processo de auditoria. Enquanto soluções tradicionais de mercado acham em média 7% de erro em uma fatura de telecom, nós achamos e recuperamos 26%, em média, para nossos clientes através do uso de Inteligência Artificial”, diz Guilherme Lousada, Diretor de Soluções da 4MapIT.

Desafios reais

Esses são apenas alguns exemplos de como a Inteligência Artificial pode dar superpoderes para o ser humano, assim como outras tecnologias disruptivas também farão o mesmo através da “robotização” de processos. Essa revolução já está em andamento, e não é mais veloz por uma situação: falta de capacitação e de profissionais que se reinventem para atender essas novas habilidades.

Hoje, estima-se que existam 6 milhões de vagas abertas nos EUA, sendo 350 mil no setor de manufatura, que não conseguem mão de obra qualificada. 38% das grandes empresas globais tem dificuldade para contratar no cenário atual. Um terço das skills que não são consideras cruciais atualmente, serão até 2020.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, tem uma frase que representa muito bem a dificuldade atual dos profissionais. “Don’t be a know-it-all, be a learn-it-all”. No português, “não seja um sabe tudo, seja um aprende tudo”. O grande problema e desafio dos próximos anos não será a falta de emprego, mas sim o GAP educacional para preparar as próximas gerações para esse novo cenário de força de trabalho.

Conheça as startups selecionadas pela Thomson Reuters Brasil para programa de aceleração

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A Thomson Reuters, provedora líder mundial de informação e tecnologia, apresentou no escritório da multinacional em Campinas, no interior de São Paulo, as nove empresas finalistas, dentre 20 inscritas, da primeira edição do Accelerator Day for Lawtechs, programa de aceleração para startups, realizado em parceria com a AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs).

Na ocasião, as startups tiveram a oportunidade de apresentar os projetos com sugestões tecnológicas para agregar ainda mais valor ao Legal One, software jurídico e inteligente da Thomson Reuters. E, sob o olhar atento da comissão julgadora, formada por executivos e especialistas Thomson Reuters, também com as participações de Bruno Feigelson, presidente da AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs), e Luciano Gaspar, professor de MBA de Inovação da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista), quatro startups foram as selecionadas nos pilares Crawlers (robôs), Legal Trends e Algoritmos Preditivos. São elas: BIP BOP, Legal Insights, Legal Labs e Juristec +:

BIP BOPCategoria: Crawlers (robôs com funções de automatização de processos, como monitorar, consultar, capturar e armazenar informações de processos jurídicos nos portais dos Tribunais e nos Diários Oficiais).

Projeto: Capturar, em larga escala, dados disponíveis na internet de forma automática, para assim aumentar a produtividade e melhorar a tomada de decisão, por meio da entrega de dados confiáveis, obtidos com o uso de web crawlers.

Legal InsightsCategoria: Legal Trends (capacidade de combinação de dados estatísticos e análises jurídicas, como, por exemplo, a probabilidade de êxito e perda, contemplando diferentes critérios de filtros e suas combinações). 

Projeto: Através de uma plataforma inteligente, fomentar a eficiência no trabalho do advogado, elencar benchmark com relação às melhores práticas, descobrir tendências do Judiciário e mapear riscos internos.

Legal LabsCategoria: Algoritmos Preditivos (ferramentas de leitura, que interpretam e analisam, de forma automática, os processos e as recomendações de conteúdos relacionados que embasem a atuação do escritório ou do departamento jurídico).

Projeto: Tornar o Legal One uma única ferramenta no mercado jurídico de tecnologia, com uma base sólida de extração de informações, em que o advogado não terá a necessidade de buscas em outras fontes, para as tomadas de decisões.

 

Juristec +Categoria: Algoritmos Preditivos

Projeto: Através de análises estatísticas e profundo conhecimento técnico (jurídico, estatístico e computacional), a startup pretende intensificar a capacidade operacional do software Legal One e, assim, permitir uma melhor estrutura financeira, através da tomada de decisões mais assertivas.

“A Thomson Reuters tem um papel muito importante no sistema de lawtechs, por ser uma das maiores empresas mundiais nesta área. E promover este programa no Brasil é um grande estímulo para todo o ecossistema. Nós esperamos que esta seja a primeira de muitas edições do Accelerator Day for Lawtechs. Temos certeza que iniciativas como esta vão potencializar o mercado jurídico, dinamizar o trabalho dos advogados, além de gerar melhorias para a sociedade brasileira”, explica Bruno Feigelson, presidente da AB2L.

As empresas escolhidas terão, como incentivo de aceleração, a oportunidade de interagir com os colaboradores, a estrutura e as tecnologias Thomson Reuters para, assim, testar as suas soluções no software Legal One. Contudo, as startups que não fazem parte do grupo selecionado podem ser convidadas a colaborar com as suas inovações junto a multinacional em um futuro próximo.

“Nós ficamos muito felizes com a repercussão do Accelerator Day for Lawtechs, principalmente pela qualidade e criatividade dos projetos apresentados. Nossa ideia, neste momento, é somar os times que mais se encaixam às nossas equipes e, ainda este ano, apresentar novidades em serviços, que devem alavancar a eficiência dos clientes Thomson Reuters”, finaliza Ralff Tozatti, Diretor de Marketing da Thomson Reuters Brasil. O executivo acrescenta que a iniciativa surgiu da crença de que fora da empresa há também outras ideias confiáveis, que podem contribuir com as tecnologias já oferecidas ao mercado jurídico no Brasil.

Saiba mais sobre esta edição do Accelerator Day for Lawtechs, através do regulamento.

Como a Magazine Luiza reduziu em 40% seus custos com demandas judiciais

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Muito além dos aspectos financeiros, mudança visava transformar dados do departamento em insights relevantes para o negócio.

 

Cultura ágil. MVP (sigla, em inglês, para produto mínimo viável). Modelo de trabalho colaborativo. Integração das áreas. Foco em dados.

Aqui, parece que estamos falando do dia a dia de uma startup, mas é a descrição do departamento jurídico da Magazine Luiza.

Com antecedência, a varejista percebeu que o jurídico era um departamento estratégico para digitalização da empresa.

Iniciava o processo de transformação de um jurídico tradicional para o que há de mais moderno no mercado.

Entre as primeiras iniciativas da área, podemos destacar o uso de um software na nuvem e a utilização do mesmo CRM do setor atendimento.

Dessa forma, o jurídico conseguia ter uma visão muito mais ampla do negócio e, assim, ser mais participativo nas tomadas de decisão.

Claro que houve dificuldades durante o processo de digitalização do setor. Afinal de contas, os profissionais do setor não estavam acostumados a lidar com tantos dados.

Era preciso encontrar uma solução prática.

Foi assim que nasceu a parceria entre a Magazine Luiza e a Legal Insights, que é uma startup de soluções jurídicas.

Trabalhando em conjunto, elas desenvolveram uma plataforma capaz de armazenar uma série de dados externos e internos.

Por trás desse processo, havia uma missão: transformar dados em insights relevantes para o negócio.

E parece que o projeto foi bem sucedido.

Em apenas 9 meses, a parceria gerou uma redução na ordem de 40% dos custos com demandas judiciais.

Quer saber mais sobre essa transformação do jurídico?

Leia o artigo até o fim.

 

Muito além dos custos no jurídico

Os resultados da parceria vão muito além dos aspectos financeiros.

Nesse curto período, a plataforma trouxe muitos benefícios para a qualidade do trabalho do departamento jurídico. Podemos destacar:

  • Custos no jurídicoIdentificar regiões estratégicas: com atuação em todo território nacional, a Magazine Luiza enfrenta problemas judiciais em diversos pontos do país. Graças à organização dos dados, o departamento jurídico identificar as regiões com mais demandas e, dessa forma, contratar novos escritórios;
  • KPIs para os escritórios: ao definir e acompanhar indicadores para cada escritório parceiro, o setor jurídico consegue cobrar resultados de forma mais precisa;
  • Identificar a causa raiz: para tanto, a plataforma Legal Insights consolida dados externos e internos – de todos os departamentos. Assim, a análise de cada informação tem muito mais profundidade, acarretando uma tomada de decisão mais precisa;

A partir de dados detalhados, o jurídico consegue levar informações relevantes para todos os outros departamentos da empresa.

Um exemplo é apresentar para a área de marketplace qual é o revendedor que traz mais problemas processuais.

Fazendo isso, o departamento jurídico passa a ser visto com bons olhos internamente, como um setor estratégico para o negócio.

Aqui, vale reforçar que a plataforma foi apenas um meio para o sucesso desse projeto.

Por trás de toda a ferramenta, é preciso haver profissionais qualificados.

“A Legal Insights não é mágica. Quem conseguiu alcançar todos os resultados foi o departamento jurídico da Magazine Luiza. Usando a ferramenta, eles conseguiram gerar insights relevantes ao negócio”, destaca Speca.

 

Por que o sucesso tão rápido?

Certamente, a mentalidade da Magazine Luiza facilitou bastante para o sucesso do projeto. Aliás, a inovação está mesmo no DNA da empresa.

Muito antes da consolidação do comércio eletrônico, a empresa já adotava diversas práticas que são comuns hoje em dia, como pontos de venda sem estoque e sem mostruário.

Custos no jurídicoInclusive, foi a primeira loja brasileira a lançar um social ecommerce, o Magazine Você.

Em constante evolução, não é de estranhar que a Magazine Luiza figura na lista das empresas mais inovadoras da América Latina, elaborada pela revista americana Fast Company.

Essa transformação digital “contaminou” todos os setores da empresa, até mesmo o jurídico que sempre é visto como o mais conservador no mundo organizacional.

Agora, sabemos que para inovar não basta ter dinheiro no caixa. É preciso sair da zona de conforto e assumir riscos.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Quando a Magazine Luiza contratou a Legal Insights, a startup não tinha realizado nenhum projeto.

A varejista foi seu primeiro cliente, o que mais uma vez prova que não se pode ter receio da inovação.

Por fim, outro segredo para o sucesso da parceria foi a troca constante de informação entre Magazine Luiza e Legal Insights.

“Mensalmente, fazemos encontros para debater os resultados e identificar pontos que precisam ser melhorados. Por isso, caminhos em uma evolução contínua”, comenta Speca.

 

Um pouco mais sobre a Legal Insights

Custos no jurídico

“Mais Data Driven, menos Data Venia”. É com essa proposta que surge, no começo de 2017, a Legal Insights.

De forma resumida, trata-se de uma plataforma de inteligência jurídica na nuvem que reúne e organiza uma série de dados da empresa.

Ao fazer uma análise dessas informações, a ferramenta gera conhecimento para os gestores tomarem decisões mais assertivas.

Para deixar mais claro a eficiência da plataforma, Speca contou uma experiência que aconteceu com um outro cliente.

“Por meio dos dados gerados, conseguimos identificar a transportadora que apresentava a maior taxa de problema por entrega. Isso fez com que o jurídico entrasse em contato com a área de logística para passar essa informação”, relata o fundador da Legal Insights.

Como já falamos no começo deste texto, a Magazine Luiza foi o primeiro cliente da Legal Insights.

Essa experiência positiva abriu as portas para que a startup levasse sua solução para outras empresas.

Atualmente, estão em sua carteira de clientes, além da Magazine Luiza, Centauro, Stone, Suzano e outras empresas.

Isso apenas reforça que a inovação no jurídico já é uma realidade. Aliás, já escrevemos sobre isso neste artigo aqui.

“Do mesmo jeito que conseguimos obter bons resultados com a Magazine Luiza, eu tenho um dever pessoal com os outros clientes da Legal Insights em torná-los um case de sucesso”, afirma o fundador da startup.

Conheça as startups selecionadas para o ahead² da Startup Farm

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A Startup Farm, a aceleradora mais experiente da América Latina, com mais de 250 startups aceleradas divulga as startups que participarão do ahead².

O programa faz parte da parceria Startup Farm e Visa, mas diferente do programa anterior que selecionou apenas fintechs, nesta edição as startups têm mercados diversos.

A partir de 01 de abril dará início à 20ª turma de acelerados da Startup Farm.

São 9 startups que participarão dos 6 meses de programa que é focado em minimizar o desperdício de energia no processo empreendedor, através de direcionamento e acompanhamento estratégico.

Os selecionados contarão com mentorias, rede de contatos de peso, conteúdo em diversas áreas com especialistas e ainda um espaço de coworking no Campus São Paulo – a Google Space, por 5 semanas.

Todas as empresas passarão por três fases de aceleração com focos específicos:

  • Laser focus: Imersão “full-life” para os fundadores trabalharem focados na construção do modelo de negócios da sua startup, suportados pela Farm e por uma ampla rede de mentores, parceiros e investidores.
  • Get Sales Done: neste módulo a startup trabalhará na construção de uma estratégia de vendas e definirá as principais métricas de desempenho do seu negócio.
  • Fundraising: a startup irá construir uma projeção inicial de necessidade de capital, assim como trabalhará na definição da melhor estratégia de captação.

Cumpridos os três módulos, a startup estará habilitada para o Demo Day, um evento em que os empreendedores apresentam seus projetos a investidores e executivos de grandes empresas. O Demo Day do ahead² está previsto para acontecer no início de outubro de 2017.

Com mais de 20 edições de programa e de 258 startups aceleradas, a Startup Farm soma histórias de pessoas que têm o sonho em comum de melhorar o mundo em que vivemos, de resolver problemas que ninguém está resolvendo ou que não estão sendo bem resolvidos.

Confira abaixo quem são os nossos novos farmers:

A Evap é um aplicativo que oferece vendas de autopeças e serviços mecânicos através de oficinas afiliadas, possibilitando que o consumidor possa comprar a autopeça via mobile e ela será entregue no destino escolhido, de maneira simples, segura e ágil.

A Homix é uma plataforma para solução corporativa para pedidos, pagamentos e gestão de reparos em imóveis residenciais.

A Hoobox Robotics é uma startup especializada em utilizar tecnologia 3D e inteligência artificial para entender e prever comportamentos humanos. É a empresa por trás do Wheelie, o primeiro programa do computador do mundo capaz de traduzir expressões faciais em comandos para controlar coisas

Legal Insights plataforma de Analytics e Inteligência Artificial para o departamento jurídico corporativo, focada em reduzir custos, riscos aumentando o nível de previsibilidade do passivo legal.

A InCast é uma plataforma que conecta influenciadores digitais e artistas com marcas no Brasil e USA, facilitando o processo de encontro e contratação de microinfluenciadores de redes sociais.

A NuMooh é uma plataforma de comercialização de mídia offline que permite mais transparência e velocidade no processo de escolha das mídias, reduzindo o tempo de contratação de campanhas de meses para dias. Também oferece uma maneira fácil e rápida de gerenciar propagandas em diferentes mídias.

A Pocket Health Lab possui uma tecnologia que busca melhorar a qualidade de vida pessoas com diabetes através de dispositivos acessíveis, de baixo custo e baixa intervenção.

A Total Cross é uma plataforma única que possibilita desenvolvedores Java criar Apps e distribuir para iOS, Android e desktops com um único código-fonte JAVA

Vincent.ai é uma solução de inteligência artificial que permite o atendimento de múltiplos clientes, em tempo real, incentivando o engajamento de uma forma inovadora e eficiente. O sistema oferece mensagens customizáveis para refletir a linguagem das empresas e conquistar a simpatia de seus clientes. Além disso, as empresas poderão otimizar tempo e recursos pois o sistema evolui a cada nova interação com o usuário.

Sobre a Startup Farm

A Startup Farm é a maior e mais experiente aceleradora da América Latina.

Já apoiou mais de 250 startups, que captaram em conjunto mais de US$ 100 milhões em investimentos e possuem valor de mercado agregado superior a R$ 3,3 bilhões.

Sete startups do portfólio já foram incorporadas por outras empresas, sendo a mais recente a Up Points, adquirida pela Embraco.

Ao colocar o empreendedor como eixo central de sua atuação, a Startup Farm oferece aos empreendedores atendidos em seus programas acesso a uma ampla rede de mentores e facilitadores que, aliada aos seus parceiros institucionais, acadêmicos, grandes empresas e investidores, têm gerado cases de sucesso no mercado brasileiro e internacional, como EasyTaxi, WorldPackers, Social Miner, Nexer, NetShow.me, UpPoints, InfoPrice, Beauty Date, entre tantas outras.

Website: http://aceleracao.startupfarm.com.br/

Suzano Papel e Celulose firma parceria com startup jurídica Legal Insights

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A Suzano Papel e Celulose firmou parceria com a startup jurídica Legal Insights. A plataforma proporciona uma aceleração do processo de tomada de decisões, permitindo acesso a informações importantes e priorizando temas por relevância. Com isso, busca reduzir despesas.

O Departamento Jurídico da Suzano estabeleceu a inovação e o pioneirismo como um de seus pilares de atuação e buscou opções que agreguem ao seu modelo de gestão. A associação com a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), apoiadora do desenvolvimento de empresas que ofereçam produtos ou serviços tecnológicos para a área jurídica, foi uma das ações que permitiu uma proximidade entre empresa e lawtechs, até que fosse encontrada a startup correta para a parceria.

Legal Insights é a campeã da 2ª edição do Demo Day Ahead

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Empresa de lawtech foi selecionada entre 300 startups inscritas no programa e venceu 9 que passaram no processo com ela

A 2ª edição do Demo Day Ahead já tem um vencedor: Legal Insights. A empresa de lawtech bateu 9 empresas no processo de validação do negócio para apresentar a sua inovação na Futurecom, o maior evento de Tecnologia da Informação e Comunicação da América Latina.

A empresa segundo o fundador Marcos Speca “é uma plataforma de inteligência jurídica. Ajudamos grandes empresas a reduzirem o custo com processos de contencioso”. Eles apresentaram  a Legal Insights para uma banca de investidores e estarão presentes no Lawtech Conference, evento que estamos promovendo sobre as startups que podem mudar o mundo jurídico.

O Demo Day Ahead foi realizado em parceria com a Visa e Google for Entrepreneurs, e o VP de produtos da Visa do Brasil destacou que foi uma experiência desafiadora para a empresa por ter sido voltado a startups de todos os setores e não especificamente fintechs.

A Legal Insights ganhou a vaga em um programa de 6 meses que irá focar em minimizar a energia no processo empreendedor, direcionando e realizando acompanhamento estratégico. Eles contaram com uns mentores, rede de contatos, conteúdo em diversas áreas com especialidades e ainda um espaço de coworking no Campus São Paulo por 5 semanas.

Saiba mais sobre os objetivos, futuro e mais sobre a Legal Insights na reportagem e entrevista com o fundador da startup Marcos Speca aqui.

Se você tem uma startup e está diante de um ambiente jurídico, certamente não pode deixar a oportunidade passar batida e participar do Law Conference.

Participe do maior censo de startups do Brasil! Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

E caso você tenha interesse em patrocinar eventos da StartSe, envie um e-mail para patrocinio@startse.com.br

“O jurídico precisa de cases de sucesso”, enfatiza fundador da Legal Insights

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A lawtech ajudou a Magazine Luiza coletando informações externas e internas e aplicando um modelo analítico jurídico capaz de gerar insights e informações relevantes

Magazine Luiza: 12 bilhões em receita bruta, 50 milhões de clientes, 820 lojas, 20 mil colaboradores e 28% da participação do e-commerce nacional. No segundo trimestre do ano, cresceu 55% como comércio eletrônico e 26% em volume de vendas.

O driver desse crescimento pode ser atribuído a duas coisas: uma população grande e jovem – 50% com menos de 35 anos e 50% conectada -, junto ao alto uso de mídias sociais e inclusão financeira digital. Aliar esses dois fatores, segundo a empresa, gera uma oportunidade no valor de R$ 60 bilhões. Oportunidade essa que ela quer capitalizar – e para isso, precisa sair do status de “varejo tradicional com uma área digital” e começar a se portar como uma “plataforma digital com pontos físicos”.

A transformação digital só irá acontecer com resultados: aumento nas vendas, melhoria nas relações de consumo, diversificação de produtos e serviços, atuação em novos mercados e modernização nas relações de trabalho. A questão é: tudo isso passa por um jurídico viabilizador, que entende a complexidade de contratos e a gestão consistente de indicadores.

A Magazine Luiza entendeu essa lógica e, além de digitalizar sua cultura, passou a prestar atenção na digitalização de seu jurídico. Para isso, contratou uma lawtech: Legal Insights. Falaremos bastante da união entre startups do mundo jurídico e das grandes empresas no Lawtech Conference, evento que estamos promovendo sobre as startups que podem mudar o mundo jurídico.

A união deixa clara a importância do Corporate Venture para o ecossistema. Por um lado, a Magazine oferece conhecimento, experiência e resultados; e por outro, a startup traz agilidade, tecnologia, especialidade e métodos de experimentação.

“A Legal Insights é uma plataforma de inteligência jurídica. Ajudamos grandes empresas a reduzirem o custo com processos de contencioso. A plataforma coleta uma série de informações, passa por um modelo analítico e ajuda os gestores a responderem algumas dúvidas, como qual é o melhor escritório que ele pode usar para determinado tipo de processo e qual o valor de acordo que ele pode firmar para otimizar seus ganhos. O produto não é desenvolvido para escritórios, não é para advogados, é para o gestor jurídico que está dentro das empresas. Focamos bastante na redução de custos”, comenta o fundador Marcos Speca.

A lawtech ajudou a Magazine Luiza coletando informações externas e internas e aplicando um modelo analítico jurídico capaz de gerar insights e informações relevantes, que apoiam o gestor jurídico na tomada de decisão estratégica.

Tudo isso com uma equipe de data science aplicada a resultados práticos. Resultado: talvez essa seja a palavra mais enfatizada por Speca. Só com isso é possível se tornar um case de sucesso, o que na opinião do fundador, é o que o mundo jurídico mais precisa.

“Temos que mostrar casos de sucesso. Uma coisa que percebi trabalhando com esse mundo jurídico é que o pessoal valoriza muito o benchmark. Cases ajudam a fomentar bastante o ecossistema. Matérias e eventos ajudam a mostrar que existem tecnologias e startups que estão trabalhando para resolver problemas que todo mundo tem. Esses sim: não é questão de tecnologia ou falta de informação. Todos os players do setor sabem de seus problemas. O que precisamos fazer é a ponte entre a necessidade e a oportunidade – que é cada vez mais real. É realmente importante falar de cases – e para isso, precisamos de veículos como o StartSe e associações como a AB2L”, continua.

Questionado então sobre o que faz da Legal Insights um case de sucesso, Marcos volta ao tema resultados e é direto: “Não adianta ter Inteligência Artificial, Big Data ou Machine Learning, se eu não consigo entregar resultados reais aos meus clientes. Somos 200% orientados a resultados. Antes de começar um piloto com um cliente, eu defino quais são os critérios de sucesso, qual é o resultado que a gente está esperando, para executar esse piloto. Isso foi o que deu tão certo com a Magazine, na minha opinião”.

A Legal Insights irá comemorar um ano de vida agora em outubro. Além dessa parceria, a startup já está se aproximando da Stone Pagamentos e da Centauro. Passando pelo processo de aceleração da Startup Farm, a ideia agora é ir atrás de mais clientes para sua base. O que vai acontecer naturalmente, se todo o mercado jurídico brasileiro se atentar ao que a Magazine Luiza se atentou: digitalização.

“O departamento jurídico corporativo está passando por uma transformação digital. O meu posicionamento é muito mais para o lado do gestor, do que para o lado do advogado. Vi isso acontecer com o gestor de TI há 10 anos, que utilizava tecnologias novas da época para sair do outlook e das coisas burocráticas, para se tornar um parceiro de negócios das empresas. O cara deixou de ser Gerente de TI e se transformou em um CIO. Vejo isso acontecendo agora com o gestor jurídico. Ele está começando a entender e apoiar o negócio. Para isso, a tecnologia é imprescindível. A melhor maneira que eu vejo do uso dela é estar em contato com o mundo das startups. Em minhas passagens por multinacionais, aprendi a crer que inovação vem de fora para dentro. É muito difícil a empresa construir tudo que ela quer de dentro. Ela tem que fazer parcerias com startups”, declara.

Por fim, pegamos o gancho desse papo e perguntamos sobre as tecnologias que irão invadir o setor. A aposta de Marcos: “Tem muito problema a ser resolvido no setor jurídico. A tecnologia é o meio e não o fim. O que ainda não é muito explorado nesse mundo é Inteligência Artificial, o conceito, e a parte de analytics e Big Data. O gestor jurídico e o advogado ainda são pouco orientados a dados. Eles ainda usam poucos os dados para a tomada de decisão. Não acredito que elas irão substituir os advogados. Acredito que vai substituir a parte operacional que o advogado tem que fazer, como coleta de informação, montagem de documento. O advogado que tiver mais facilidade de entender esse mundo vai estar na frente”.

Quando “acelerar” vai além: conheça a vencedora do ahead², Legal Insights

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